Pesquisas apontam que 90% da sua
vida está interligada a outras pessoas.
As pesquisas não apontaram nada e eu não faço ideia se alguém já se deu o trabalho de estudar isso, mas sempre tive vontade de começar alguma coisa com “pesquisas apontam” e, apesar disso, acredito que seja verdade (partindo de pressupostos e da minha nada mole vida). Os 10% restantes você passa dormindo. No meu caso, eu ousaria aumentar essa porcentagem para 25%, mas isso não vem ao caso, aliás.
As pesquisas não apontaram nada e eu não faço ideia se alguém já se deu o trabalho de estudar isso, mas sempre tive vontade de começar alguma coisa com “pesquisas apontam” e, apesar disso, acredito que seja verdade (partindo de pressupostos e da minha nada mole vida). Os 10% restantes você passa dormindo. No meu caso, eu ousaria aumentar essa porcentagem para 25%, mas isso não vem ao caso, aliás.
O fato é que você pouco se dá conta
do quanto as pessoas interferem, mudam, melhorar e bagunçam a sua vida. Você
trabalha com algumas pessoas, estuda com outras e sai da aula ligando para terceiras,
que são um pouco mais especiais. E são essas pessoas que compõem aquele espaço
de tempo que chamamos de vida.
O que seria de nós sem alguém para
contar as novidades? Compartilhar um link engraçado? Tomar uma tempestade na
cabeça, porque fatalmente esqueceu o guarda-chuva? Ligar para reclamar do
trânsito e reclamar da multa que chegou por ter ligado? Cada acontecimento forma
uma parte das boas histórias que vocês irão contar e você ainda vai rir muito da
vida, um dia. Às vezes, a rotina nos impede de enxergar a grandiosidade das
pequenas coisas.
Precisar, a gente não precisa de ninguém,
mas tem sempre um amigo, conhecido, afeto ou parente, ligando, cuidando,
preocupando e trazendo mais energia para sua vida. Energia vital, aliás. E
quando não estamos dormindo, estamos no restaurante japonês com aquele amigo,
recebendo sms da amiga que ligou para aquela pessoa e não recebeu resposta.
Estamos dirigindo, pensando em visitar aquela tia distante que você gosta
tanto, mas a correria do dia a dia não permite. Daí, vamos almoçar, rir e falar
besteira, porque nada melhor que o aconchego da nossa casa e da nossa família.
No fundo, a gente sabe que nasce
sozinho e morre também. A graça é aproveitar o intervalo entre esses dois
acontecimentos, para estar ao lado de quem a gente gosta de verdade. E a felicidade
que isso traz, por mais que as pesquisas apontem, é impossível explicar.
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| Image, source:weheart |

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