Sempre peco pelo excesso, seja
ele de atenção, doação ou distração. O tipo de pessoa que busca um pouco mais
de tudo, que acha que dá sempre para melhorar, para sorrir e otimizar. No
fundo, no fundo, um saco. Sempre me dizem que a minha paciência, minha
dedicação e a eterna espera pelo feedback alheio, tem limite. E na mania de
querer ver esperança em tudo, eu extrapolo.
Meu nível de inconformidade é
alto, mas a minha certeza de que essa falta de limite tem recompensa é maior
ainda. Não se trata de efusividade, dirigir a 20 por hora no caos ou dar um bom
dia radiante às quinze para as seis da manhã. Mas simplesmente, acreditar que se
você fizer algo de bom, isso será reconhecido, será recompensado. Porque sempre
é.
Tem tanta coisa aí, por fazer. E
no excesso de expectativas frustradas, ficamos paralisados pelo medo, pela
covardia. Esperamos demais, recebemos bem menos e saímos por aí, criticando a
fé alheia. A minha vontade é falar pelos quatro cantos, que o meu excesso é a
minha vontade de viver.
Vale a pena observar um pouco
mais, falar um pouco menos, reclamar quando der vontade – não o tempo todo. Somar
as partes boas, esperar um pouco menos da vida, das pessoas e, principalmente,
de você. Não se culpe por ser otimista, ou sonhadora demais. Mas procure manter
os dois pés no chão.
Aprenda a aceitar a vida, como
ela é. Algumas vezes suas expectativas não serão realizadas, suas palavras não
terão resposta e a pessoa que você espera, pode nunca mais voltar. Mas é
preciso coragem. É importante saber que, quem olha para o passado, desperdiça o
presente e atrasa o futuro. Avance, sempre que puder. Quem entrega facilmente
suas chances de arriscar, sabe que não haverá devolução. A beleza da vida está
em aprender a somar esperanças, enquanto o mundo insiste em subtraí-las.
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