Dias, como ontem, fazem pensar
que talvez eu venha sendo uma maratonista ultimamente. Não só pela correria
evidente, mas pela expressão de cansaço, os pés firmes no chão e pela esperança
de que haja uma linha de chegada. Também pelos tropeços, claro. Tropeço muito.
Na verdade, é só o que eu tenho feito nos últimos tempos. Se fosse um animal, acho
que eu seria um elefante de circo, que foi treinado na Rússia e trabalha nos
confins do Nordeste. Não entendo nada do que me acontece, mas continuo ali,
obedecendo os sinais e fazendo gracinhas para as pessoas darem risadas.
A velocidade absurda das coisas, não
para. E às vezes eu penso que se correr mais um pouquinho que seja, logo ali na
frente, uma placa irá sinalizar o caminho de volta. Mas temos que sorrir, ainda
que em várias tonalidades de amarelo, sem a certeza que a pressa vai acabar e
as coisas vão melhorar.A corrida é longa, desgastante,
mas ainda há coisas a fazer e metas a cumprir. E a gente sempre tem esperança.
Não que seja fácil de ter, mas fé não é algo que se subestime.
As coisas precisam andar. E cada
vez mais, tenho a certeza de que estão longe da reta final. Mas se tem uma coisa
que a gente sabe, é que só vale acelerar, para um percurso determinado por nós
mesmos, diga-se de passagem. Andar com velocidade para o futuro é perigoso,
cansativo e não há garantia de premiação.
Só a certeza, de que ninguém é desclassificado. O recorde da distância
pouco importa, o que vale é a vontade de chegar lá.
![]() |
| source, image: weheartit.com |

Nenhum comentário:
Postar um comentário