quarta-feira, 6 de junho de 2012

Run, Lola.


Dias, como ontem, fazem pensar que talvez eu venha sendo uma maratonista ultimamente. Não só pela correria evidente, mas pela expressão de cansaço, os pés firmes no chão e pela esperança de que haja uma linha de chegada. Também pelos tropeços, claro. Tropeço muito. Na verdade, é só o que eu tenho feito nos últimos tempos. Se fosse um animal, acho que eu seria um elefante de circo, que foi treinado na Rússia e trabalha nos confins do Nordeste. Não entendo nada do que me acontece, mas continuo ali, obedecendo os sinais e fazendo gracinhas para as pessoas darem risadas.

A velocidade absurda das coisas, não para. E às vezes eu penso que se correr mais um pouquinho que seja, logo ali na frente, uma placa irá sinalizar o caminho de volta. Mas temos que sorrir, ainda que em várias tonalidades de amarelo, sem a certeza que a pressa vai acabar e as coisas vão melhorar.A corrida é longa, desgastante, mas ainda há coisas a fazer e metas a cumprir. E a gente sempre tem esperança. Não que seja fácil de ter, mas fé não é algo que se subestime.

As coisas precisam andar. E cada vez mais, tenho a certeza de que estão longe da reta final. Mas se tem uma coisa que a gente sabe, é que só vale acelerar, para um percurso determinado por nós mesmos, diga-se de passagem. Andar com velocidade para o futuro é perigoso, cansativo e não há garantia de premiação.  Só a certeza, de que ninguém é desclassificado. O recorde da distância pouco importa, o que vale é a vontade de chegar lá. 


source, image: weheartit.com

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