terça-feira, 20 de agosto de 2013

Por ventura.

O mundo precisa de mais poesia. Mesmo daquele tipo barato, de boteco de esquina. Poesia barata, que seja. Aquela que você escuta de vez em quando e lê nos muros pichados, entre paredes descascadas.

A gente teima em compartilhar porcentagem idiotas, extratos bancários e tantas outras notícias irrelevantes. Porque não poesia? Porque não uma frase bonita de música? Veja bem, que aqui não estamos tratando das frases de autoajuda que atolam as redes sociais e só consolam quem as escreve. A vida precisa de mais rimas bobas, bilhetes escritos à mão e mais frases bonitas no rodapé daqueles produtos que deixam a vida mais doce: o chocolate, o açúcar e aquele pão quentinho da manhã.

A vida inspira arte e nós precisamos aspirar tudo isso: tanto a vida, quanto a arte. Seja em muros pichados, em botecos de esquina, nas frases doces de um sambinha bom. Diga bonito, grite alto, ultimamente, meu caro, ninguém se importa mais com isso.

O mundo anda carente de coisas bonitas e lotado de besteiras que enchem os nossos ouvidos e olhos. Claro, que eu sou completamente apaixonada pela melancolia de Bukowski. Ele é encantadoramente brilhante em toda a sua tristeza. Mas que graça tem a tristeza por si só?


Cultivemos mais palavras de otimismo. Seja do sertanejo que quer paz e amor para nós ou nas estrelas inatingíveis de Mário Quintana. Seja em um post bobo de um blog abandonado ou nas mais brilhantes teses de mestrado. É como se a gente sorrisse para a vida. E ela, para nós.


image,source: tumblr.com

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