Mostrando postagens com marcador aproveitar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aproveitar. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de maio de 2015

Legado.

Deixa que a vida leva. Que o tempo se encarrega. Que as feridas saram. Que o medo vai embora. 

Deixa que o relógio voa. Que a pressa passa. Que o pesado, um dia, fica leve. 

Deixa que a dor vai diminuindo. Que o amor-próprio vai aumentando. Que a fé na vida vai somando. Que o futuro vai surgindo. 

Deixa pra lá o que te deixou pra lá. Deixa pra amanhã a tristeza. Deixa pra depois o que não tem remédio. 

Deixa na mão do destino, que ele sabe o que faz. Deixa sua prece mais bonita para Deus, sempre vale a pena.

Deixa a experiência somar e o arrependimento sumir. 

Deixa a vida colorir o seu dia. Deixa o mundo te abençoar com o que você merece. 

Deixa o problema na gaveta que quando você voltar, já virou solução. 

Deixa o universo conspirar a seu favor. Deixa de lado a dor e leva seu sorriso pra passear. 

Deixe eles rirem. Tudo que vai, volta. 

Deixa o que não for pra ser ir embora e o que tiver que ficar, a gente ajeita. 

E se for amor, não deixa passar. 



terça-feira, 20 de agosto de 2013

Por ventura.

O mundo precisa de mais poesia. Mesmo daquele tipo barato, de boteco de esquina. Poesia barata, que seja. Aquela que você escuta de vez em quando e lê nos muros pichados, entre paredes descascadas.

A gente teima em compartilhar porcentagem idiotas, extratos bancários e tantas outras notícias irrelevantes. Porque não poesia? Porque não uma frase bonita de música? Veja bem, que aqui não estamos tratando das frases de autoajuda que atolam as redes sociais e só consolam quem as escreve. A vida precisa de mais rimas bobas, bilhetes escritos à mão e mais frases bonitas no rodapé daqueles produtos que deixam a vida mais doce: o chocolate, o açúcar e aquele pão quentinho da manhã.

A vida inspira arte e nós precisamos aspirar tudo isso: tanto a vida, quanto a arte. Seja em muros pichados, em botecos de esquina, nas frases doces de um sambinha bom. Diga bonito, grite alto, ultimamente, meu caro, ninguém se importa mais com isso.

O mundo anda carente de coisas bonitas e lotado de besteiras que enchem os nossos ouvidos e olhos. Claro, que eu sou completamente apaixonada pela melancolia de Bukowski. Ele é encantadoramente brilhante em toda a sua tristeza. Mas que graça tem a tristeza por si só?


Cultivemos mais palavras de otimismo. Seja do sertanejo que quer paz e amor para nós ou nas estrelas inatingíveis de Mário Quintana. Seja em um post bobo de um blog abandonado ou nas mais brilhantes teses de mestrado. É como se a gente sorrisse para a vida. E ela, para nós.


image,source: tumblr.com

terça-feira, 25 de junho de 2013

De olhos abertos.

O problema do ser humano é esse. Não conseguimos ver o que está ao nosso lado. Só vemos a orquídea, quando ela murcha. Só vemos o pneu do carro, quando ele fura. Só vemos quanta gente querida está ao nosso lado, quando elas se cansam de não serem vistas e vão embora. Triste não é?

Mais triste ainda é quando as pessoas fantasiam com o que não está ao seu alcance e esquecem-se de ver o quanto a realidade é bonita. Ela sempre é. Nossas vistas é que estão cansadas e a rotina acaba por embaçá-las ainda mais. É mais fácil olhar pela janela e ver o quanto o piso do vizinho é mais bonito, o quanto a garota que te dá mole é mais interessante, o quanto o carro do amigo é melhor. 

Não vemos a vida como ela merece ser: bonita, colorida e cheia de coisas boas. Preferimos sonhar com uma grama mais verde, mesmo quando não cuidamos da nossa. Se você não cuida, a água, a esperança, a grama e o amor acabam por secar.

E agora me diz: vai continuar olhando para o lado ou vai tentar olhar mais para dentro? A vida tem mais graça quando você faz com que ela tenha. A responsabilidade é toda sua. Inclusive se tudo der errado. Não corra riscos desnecessários. A vida por si só já é imprevisível demais para andarmos tão distraídos. Não é porque você mente, que as pessoas acreditam. O fato de se calarem, não quer dizer que não saibam. Não é porque você se distrai que as pessoas não estão olhando para você.

A minha esperança na humanidade é que ela possa curar suas vistas cansadas, antes que o que mais importa não esteja mais ao alcance dos olhos. 


image,source: weheartit.com


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Cômoda


O que eu mais detesto nas particularidades da nossa espécie é a mania de dar valor as coisas apenas quando elas estão acabando.

Não valorizamos os nossos amigos, até que a nossa conversa não passe da segunda pergunta superficial. Não valorizamos nossos pais, ou filhos, até que eles tenham partido, ou  mudado para outra cidade. Não valorizamos namorados, maridos, companheiros, até que alguém peça o divórcio. Nesse momento, invejamos os pinguins-das-galápagos que são monogâmicos e vivem felizes até que a morte os separe.

Fala sério, gente. Está mais do que na hora de mudar esse comportamento tão disperso. Por que só no fim? Qual o problema em dizer aos seus amigos o quanto eles são importantes, agradecer quando necessário, se desculpar na hora devida? Qual o problema de vocês pais, dizerem aos seus filhos o quanto se orgulham de suas conquistas, ou até mesmo um simples “eu te amo”? E vocês, filhos, já viram o quanto seus pais dão um duro danado para que vocês tenham tudo que suas mentes férteis podem querer? Já disseram obrigado, hoje? E o seu relacionamento? Você sequer troca mais de cinco frases com a pessoa que está com você? Dizer “eu te amo” só em datas importantes, como aniversário ou no Happy New Year? Fala sério, gente.

Então, eu vos digo, meus amigos: é melhor correr. Corre, cata os pedaços do chão. Cola, bem coladinho. Quem você tem ao seu lado, é tudo o que importa nessa vida. Não espere elas não estarem mais aí para dar valor. O que você compra, perde o valor em dois dias. O que você faz, tem mais valor quando dividido. Pegue um cobertor e vá cobrir o frio de quem está próximo a você.

Não é preciso mover montanhas. Gestos simples fazem diferença. Não fique aí sentado, porque um dia a saudade vai bater e você não vai poder ligar. Um dia, aquela piada que você adora, não terá graça para sua nova companhia. Não espere o silêncio, a mensagem não respondida, a ligação não retornada. 

Aproveite enquanto as pessoas estão aí do seu lado. Se achar necessário, brigue, grite, diga o que não agrada. Mas isso deve ser exceção. A regra é: se você gosta, fale. Se você ama, demonstre. Se você quer, peça. Não deixe as coisas subentendidas, no silêncio. Parafraseando o escritor Fabrício Carpinejar, no acúmulo da poeira, as gavetas podem trincar. Cuide bem das suas.  


image,source: tumblr.com

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Para criança que um dia eu fui.


Uma criança não deveria ler coisas desencorajadoras e muito menos sentir-se triste, como você tem andado ultimamente. Esse silêncio fala muito alto para mim, pequena. Então, decidi lhe contar algumas coisas inspiradoras (outras nem tanto) sobre o seu futuro. Este, que eu vivi até hoje.

As coisas já são difíceis de aguentar aí, eu bem sei. Mas vamos ao que interessa. Essa força que você guarda dentro de você, fez morada eterna e só irá crescer, agradeça sempre. Em contrapartida, aqueles que foram embora, não mais voltarão no futuro, conforme-se.

A vida vai dar a você novas chances, novos caminhos e uma infinidade de descobertas só suas. Aproveite as sensações, jogue fora o que não servir e mantenha a sua fé, que, a medida que você for crescendo, crescerá com você.

Você terá muitas pessoas queridas ao seu redor, mesmo quando achar que não existe mais ninguém do seu lado. Aguente firme. Esses olhos tristinhos permanecerão com você por muito tempo, mas poucas pessoas irão enxergar. E tudo bem, você pode chorar perto das pessoas. Faz um bem danado. Descobri isso não faz muito tempo, mas você precisa saber logo. O mundo aguenta te ver sofrer.

Sua esperança vai ser a primeira que entrará em sua mala, assim como a paciência. E algumas vezes, quando você achar que não tem mais jeito, elas estarão lá, para te devolver a paz. Viva toda a sua estrada, ela será linda. Mas nem tudo é possível superar. A gente aprende a colocar de lado, enxugar o rosto e engolir o choro. Tem coisa também, que você nunca irá entender, apenas se conformar.

Você terá muitas experiências incríveis, amigos e momentos que valerão por toda a sua existência. E eu sei, você não gosta de falar sobre o medo, sobre problemas e sobre o caos que mora aí dentro. Eu entendo. O resto do mundo também.

Por mais que os seus sonhos pareçam frágeis, lute por eles. Por mais que você não seja muita coisa, continue de pé. E se tudo o que você planejou, der errado, tente sempre mais uma vez. E se a coisa ficar muito feia, lembre-se que há sempre um futuro. E eu estou aqui. Sou a prova viva que, de alguma forma, você sobreviveu.

Aproveite o seu tempo e nunca se esqueça: nada, absolutamente nada, é tão importante assim. 


image,source: weheartit.com

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O mínimo.


 A gente nunca sabe quando vai ter uma oportunidade e quando poderá perdê-la. Não sabemos quando será a última vez, tão pouco a próxima. A vida é imprevisível e a sua beleza surge dessa inconstância.

Durma quando der vontade, mas esteja atento para acordar pra vida. Então vamos combinar desse jeito: A gente vive muito, se preocupa pouco. Fala o que der na telha, mas escuta sempre. Sente mais, desconfia menos e acredita que pode dar certo.

O que é para ser nosso, será. E se não for, paciência. Nada do que a gente faça irá mudar.
Cuide do que é seu hoje.  Do amanhã, pouco se sabe.

É como no Teatro dos Vampiros: e a primeira vez é sempre a última chance.
Todos os dias, pra mim, é isso aí.



image,source: tumblr.com

sábado, 4 de fevereiro de 2012

É domingo.

Hoje é domingo e eu prometo não reclamar do sol quente e do telefone que não para de tocar. E por nada nessa vida, vou ligar a TV e esperar a vida passar junto com todas as atrações imperdíveis dos canais abertos. No domingo tenho ainda mais preguiça dos descontos, de lojas cheias, cinema com fila e casais que desfilam de mãos dadas pelos corredores dos shoppings, porque é só o que resta para fazer. Preguiça. 

Domingo é dia de ser leve, pelo menos para mim. É dia de pegar leve na dieta, na cobrança, nas preocupações. A segunda-feira existe para isso. Se preocupe, se desgaste, se canse na segunda. Domingo é dia de levar tudo menos a sério, acordar tarde, almoçar duas vezes e refletir sobre as desimportâncias da vida. Porque, cá entre nós, tem muita coisa desimportante supervalorizada por aí. Não seja uma pessoa que vai ao almoço de domingo em família e conversa mexendo no celular, que sorri sem mostrar os dentes e que nunca abraça ninguém e nem toma sorvete, pois está em um novo projeto verão. Pegue leve, é domingo. 

A simplicidade de um dia despretensioso como o domingo é o que me encanta. Velhinhos que passam o dia, sentados na calçada, só observando os carros e tomando um ventinho leve, representam a sensibilidade deste dia. O cachorro na pracinha, a criança de bicicleta, os amigos reunidos, sorrisos, beijos e abraços. Aproveite o gancho e dê um stop na vida. Eu sei que tudo isso é uma versão poética de um dia comum. Embora eu ainda acredite que o domingo tem a cara que você quiser.
Source, image: weheartit.com