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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Para criança que um dia eu fui.


Uma criança não deveria ler coisas desencorajadoras e muito menos sentir-se triste, como você tem andado ultimamente. Esse silêncio fala muito alto para mim, pequena. Então, decidi lhe contar algumas coisas inspiradoras (outras nem tanto) sobre o seu futuro. Este, que eu vivi até hoje.

As coisas já são difíceis de aguentar aí, eu bem sei. Mas vamos ao que interessa. Essa força que você guarda dentro de você, fez morada eterna e só irá crescer, agradeça sempre. Em contrapartida, aqueles que foram embora, não mais voltarão no futuro, conforme-se.

A vida vai dar a você novas chances, novos caminhos e uma infinidade de descobertas só suas. Aproveite as sensações, jogue fora o que não servir e mantenha a sua fé, que, a medida que você for crescendo, crescerá com você.

Você terá muitas pessoas queridas ao seu redor, mesmo quando achar que não existe mais ninguém do seu lado. Aguente firme. Esses olhos tristinhos permanecerão com você por muito tempo, mas poucas pessoas irão enxergar. E tudo bem, você pode chorar perto das pessoas. Faz um bem danado. Descobri isso não faz muito tempo, mas você precisa saber logo. O mundo aguenta te ver sofrer.

Sua esperança vai ser a primeira que entrará em sua mala, assim como a paciência. E algumas vezes, quando você achar que não tem mais jeito, elas estarão lá, para te devolver a paz. Viva toda a sua estrada, ela será linda. Mas nem tudo é possível superar. A gente aprende a colocar de lado, enxugar o rosto e engolir o choro. Tem coisa também, que você nunca irá entender, apenas se conformar.

Você terá muitas experiências incríveis, amigos e momentos que valerão por toda a sua existência. E eu sei, você não gosta de falar sobre o medo, sobre problemas e sobre o caos que mora aí dentro. Eu entendo. O resto do mundo também.

Por mais que os seus sonhos pareçam frágeis, lute por eles. Por mais que você não seja muita coisa, continue de pé. E se tudo o que você planejou, der errado, tente sempre mais uma vez. E se a coisa ficar muito feia, lembre-se que há sempre um futuro. E eu estou aqui. Sou a prova viva que, de alguma forma, você sobreviveu.

Aproveite o seu tempo e nunca se esqueça: nada, absolutamente nada, é tão importante assim. 


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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O mínimo.


 A gente nunca sabe quando vai ter uma oportunidade e quando poderá perdê-la. Não sabemos quando será a última vez, tão pouco a próxima. A vida é imprevisível e a sua beleza surge dessa inconstância.

Durma quando der vontade, mas esteja atento para acordar pra vida. Então vamos combinar desse jeito: A gente vive muito, se preocupa pouco. Fala o que der na telha, mas escuta sempre. Sente mais, desconfia menos e acredita que pode dar certo.

O que é para ser nosso, será. E se não for, paciência. Nada do que a gente faça irá mudar.
Cuide do que é seu hoje.  Do amanhã, pouco se sabe.

É como no Teatro dos Vampiros: e a primeira vez é sempre a última chance.
Todos os dias, pra mim, é isso aí.



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sábado, 4 de fevereiro de 2012

É domingo.

Hoje é domingo e eu prometo não reclamar do sol quente e do telefone que não para de tocar. E por nada nessa vida, vou ligar a TV e esperar a vida passar junto com todas as atrações imperdíveis dos canais abertos. No domingo tenho ainda mais preguiça dos descontos, de lojas cheias, cinema com fila e casais que desfilam de mãos dadas pelos corredores dos shoppings, porque é só o que resta para fazer. Preguiça. 

Domingo é dia de ser leve, pelo menos para mim. É dia de pegar leve na dieta, na cobrança, nas preocupações. A segunda-feira existe para isso. Se preocupe, se desgaste, se canse na segunda. Domingo é dia de levar tudo menos a sério, acordar tarde, almoçar duas vezes e refletir sobre as desimportâncias da vida. Porque, cá entre nós, tem muita coisa desimportante supervalorizada por aí. Não seja uma pessoa que vai ao almoço de domingo em família e conversa mexendo no celular, que sorri sem mostrar os dentes e que nunca abraça ninguém e nem toma sorvete, pois está em um novo projeto verão. Pegue leve, é domingo. 

A simplicidade de um dia despretensioso como o domingo é o que me encanta. Velhinhos que passam o dia, sentados na calçada, só observando os carros e tomando um ventinho leve, representam a sensibilidade deste dia. O cachorro na pracinha, a criança de bicicleta, os amigos reunidos, sorrisos, beijos e abraços. Aproveite o gancho e dê um stop na vida. Eu sei que tudo isso é uma versão poética de um dia comum. Embora eu ainda acredite que o domingo tem a cara que você quiser.
Source, image: weheartit.com


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Clichê.

Homens e mulheres são iguais. Comungam de sentimentos triviais, banais e de muitos, muitos clichês. O medo de não saber que decisão tomar, muitas vezes ocultado naquele sorriso amarelo de eu-sei-o-que-fazer. Sabe nada. Nunca sabemos. E perdemos horas, madrugadas e noites de sono, tentando entender o que realmente queremos.

Passamos a vida sonhando com a casa, o carro e um amor romântico. E quando conseguimos, a casa poderia ser melhor, o carro de outra marca e o amor romântico, de cinema e de preferência, que se pareça com aquele ator. Como é mesmo o nome dele? Nós perdemos nas banalidades sentimentais e tentamos racionalizar.

Onde já se viu, pensar sobre sentir? O que realmente queremos é prosseguir com a insatisfação crônica, pois só assim podemos reclamar nas redes sociais e em reuniões onde todo mundo se lamenta, do trânsito, do tempo, do jornal sensacionalista. Queremos sair para badalar – ainda que, por si só, a palavra badalar seja vazia de apelos e intenções – para, muitas vezes, forjar uma felicidade coletiva. Onde a grande maioria tem o olhar perdido, o copo meio cheio, roupas de grife e um papo chato, muito, muito chato.

Em contrapartida, queremos ter um namorado, mas não estamos dispostas a fazer concessões sobre que filme assistir, sobre a presença em reuniões familiares de domingo, muito menos ouvir, conversar, pensar a respeito e sobre o respeito. A preocupação maior nestes casos é de que diabos aquela pessoa no Facebook te adicionou, porque a sms não foi respondida antes e quantas fotos fazendo biquinho vocês irão tirar para exibir para tudo mundo o quanto a sua vida sentimental anda muito bem, obrigada.

Tudo muito chato e muito banal. Os relacionamentos andam tão vazios quanto o saco de Ruffles. E dão mais desgosto do que achar um rato no Baconzitos. Do que tanto temos  medo? Sofrer, nós já sofremos. A começar pela  nossa indecisão. De perder outras milhares de pessoas encantadoras que a balada oferece? A maioria, não passa de eventos chatos, com pessoas que dá preguiça até responder o próprio nome.  De estragar tudo? É um risco, que vale a pena correr. Viver por si só, já é arriscado demais. Mas se tem coisa melhor que a vida e suas peculiaridades, eu ainda não descobri.


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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sitcom


Se a minha vida fosse uma novela, eu seria uma protagonista desastrada, sorridente e com aqueles dois milhões de problemas equilibrados em uma calça 38. Tudo bem que ultimamente tenho assumido o papel de coadjuvante-melhor-amiga que dá conselhos sem nexo e vive acontecimentos no sense. Mas o fato é que eu cansei da minha trilha sonora nostálgica, dos pensamentos contínuos sobre os conflitos da vida moderna e de narrar tudo isso mentalmente. Porque a vida merece o título de espetáculo e não de novela que passa na emissora B. Por mais cenas indescritíveis, acontecimentos inesperados, personagens fora do contexto e falas e mais falas, escritas sem um pingo de filtro seletivo – da minha parte e dos outros. O meu espetáculo em particular, entraria para a categoria do sitcom. É uma comédia, porque eu faço dela assim. Não lamento mais erros passados, oportunidades perdidas, gafes e desastres. Eu morro de rir. Porque é nessa hora que o roteirista diz que a platéia vai achar cômico. E como eu sou a única espectadora em tempo real, faço jus ao roteiro. Sigo dando risada. Não encontro celular, chaves e passo dias tentando me encontrar. Não controlo a luz, o efeito e muito menos decoro a fala, mas aprendi a prestar atenção nos momentos mágicos do cotidiano. Não sei do roteiro, mas continuo com a mania de construir cenas futuras que eu talvez nunca vá viver. E sigo sorrindo. Todo sitcom que se preze, vale pela história de humor e pelo saco de risadas. E eu espero que dure muitas temporadas.

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domingo, 8 de janeiro de 2012

Vivemos esperando.

Vivemos esperando. Esperando que vai dar tempo, que vai dar saudades, que vai dar pé. Vamos esperando o telefonema, a hora passar e que os dias de caos fiquem para trás. Esperamos pessoas educadas, gentis e que entendam os nossos problemas. Esperamos que os nossos amigos vejam além da nossa aparência, da nossa mania de modernidade, das nossas risadas permanentes. Esperamos demais da vida, dos outros, do destino e esquecemos que tão importante quanto esperar, é fazer alguma coisa para construir aquilo que tanto se deseja. A vida quase sempre é barra pesada. Você espera que seu problema se resolva e que você encontre um pouco de sombra e água fresca, mas tudo o que acontece é você ver que tem mais sol logo a frente. E você se pergunta até onde isso vai? Quanto falta para aquilo que se espera? Será que vai dar pé? Saudades? Tempo? Tudo o que a vida ensina é que, por mais que você espere alguma coisa dela, você precisa levantar da cadeira e fazer alguma coisa. É impossível conhecer o amor da sua vida, se você não se dispõe a conhecer outras trinta pessoas que não serão seu par perfeito. Vale lembrar que a vida também espera muita coisa da gente. Espera que a gente cresça, amadureça e pare de reclamar quando ela se esforça e nos dá de presente a oportunidade de quebrar a cara e ficar mais forte no momento seguinte. A vida espera que você tenha coragem, vontade de viver, de errar e de aprender tudo o que ela teima em te ensinar. Espere sim, por uma vida melhor, por um mundo melhor e por um dia de sol. Mas antes, tenha determinação de lutar pelo o que acredita ser importante na sua vida. Tenha vontade de construir um mundo melhor, começando por você. E espere sim por dias de sol, contanto que tenha coragem de sair da sombra e se inspirar pelo brilho. E pela luz.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Aceitação.


Um dia eu quero aprender a mais difícil das artes, que envolve suor, lágrimas e muitos, muitos clichês. A arte milenar e pouco difundida, da aceitação. Aceitar tudo o que eu tenho e o que a vida me traz, com a mais extinta das virtudes: a paciência. Só a aceitação é capaz de aquietar a alma e a minha anda muito desinquieta. Quero aprender a tomar conta, vinte e quatro horas por dia, de viver bem, em paz. E aceitação envolve clichês velhos e batidos, como aquele que diz que eu só posso mudar a minha própria personalidade. Ou aquele outro, em que as pessoas dificilmente mudam. Nostálgico, clichê e a mais pura e cristalina verdade. E de tão comum, a gente quase não enxerga. Mas agora, eu pagaria para ver. Porque aceitar a vida requer paciência, mas envolve grandes aprendizados: sejam as coisas boas ou ruins, sempre crescemos, mudamos e seguimos em frente. E aceitar meus defeitos e qualidades, diz respeito a parar um milhão de conflitos internos e pensamentos que só me colocam para baixo. Enxergar possibilidades, aceitar limitações e poder caminhar adiante. Um passo por vez. Se a gente parar para pensar, esse é o bem maior que podemos fazer a nós mesmos e, por consequência, as pessoas que estão ao nosso redor. Ninguém controla a vida e aceitar as mudanças, traz um pouco de ar fresco à nossa realidade. Não adianta brigar, a última palavra é sempre dela, por mais que eu planeje. Fazer as pazes com o mundo requer esforço, boa vontade e muita superação. Aceitar a vida pode ser muito melhor, embora exija tempo.  Mas se você optar pelo aprendizado, já ganhou alguns instantes.

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Olhar para trás.


Vou sentir saudade de 2011. Este foi um ano que além de render bons momentos, me fez conhecer pessoas, lugares e experiências incríveis e totalmente memoráveis. Memorável é a palavra de 2011. Arrisquei muito, sai da área de conforto, me permiti ser mais humana, mais normal e aproveitar o que cada dia me trouxe de bom. E eles me trouxeram muitas coisas boas e muito aprendizado também. Algumas pessoas deixaram a convivência diária e tive a dimensão da importância e da saudade. Outras novas chegaram, cada uma do seu jeito. E eu, que sou apaixonada por pessoas, me encantei com cada uma delas. Conheci universos distintos, realidades próximas e ao mesmo tempo tão distantes. E a minha paixão só fez aumentar. Aprendi a me doar mais, a entender melhor, a enxergar a grandeza das pequenas coisas e até a compreender o amor. Esse ano trouxe consigo o amor por pessoas desconhecidas. Muitas delas que eu nem lembro o nome. E eu descobri um amor maior que eu. De todas as minhas paixões, o voluntariado prevaleceu. Deixei de lado ideias pré concebidas, me permiti viver o que eu tinha vontade e cometer erros. E errei bastante. É uma forma de crescer. Amadureci bastante com as crises que 2011 trouxe também. Mas nunca me senti tão forte. Fui atropelada por uma sequência de acontecimentos e nada, absolutamente nada, fez com que eu pensasse em desistir. Sou muito grata a todos os acontecimentos, pessoas, amigos, momentos, experiências, risos, lágrimas, conversas, livros, festas, músicas, orações e pensamentos que fizeram de mim, uma pessoa plena. E sou grata a mim mesma, por ter tido coragem de acordar cada dia, e todos os dias, mesmo sem saber o que me aguardava no futuro. Para a lista das minhas resoluções e das suas, eu aconselharia apenas um item: faça você um ano feliz. 

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Jingle Bells


O Natal chega e junto com ele a correria do consumismo desenfreado e necessário, que me dá calafrios de pensar. Lojas lotadas, filas enormes, sem vagas no estacionamento e a minha preguiça enorme de tudo isso. O Natal é mágico para mim. Sem ironias. Acho mágica a forma como todas as pessoas ficam mais felizes, mais doces e mais educadas – quando não estão disputando com você o último produto da prateleira. A cidade fica linda. As ruas cheias de luzes que tornam tudo mais poético. Sou apaixonada pelos enfeites de Papai Noel, pela simbologia da data e ridiculamente encantada pelas embalagens de presente. Mas o Natal vem cheio de peculiaridades. Está aberta a temporada de sorrisos de plástico. Das perguntas das tias que só aparecem nessa época para saber sobre a minha vida de solteira, minha magreza excessiva, minhas olheiras e meus sumiços em todas as festas promovidas por elas. Vamos encontrar os desconhecidos íntimos, conhecidos recentes, agregados e tudo isso coberto com toda aquela comida que tem carne, porque esqueceram que eu sou vegetariana. Alguém vai se oferecer para sair e comprar algo, surgirão questionamentos sobre isso e vamos passar horas discutindo a minha saúde enfraquecida. Trocaremos presentes, mais sorrisos plastificados e votos de que no próximo Natal eu arrume a minha outra metade e engorde um pouquinho mais. Depois vamos embora felizes. Com a certeza de que cumprimos nossos papéis perante a família e sobrevivemos a mais um ano de luta. Adoro o Natal e tudo o que vem junto com ele. Quando a gente já conhece o roteiro da história, passa a levar tudo menos a sério e aproveitar ainda mais a presença daquelas pessoas que te sufocam, mas que no fundo te amam demais. A magia do Natal me encanta, comove e faz eu amar ainda mais esta época. Tudo isso, me faz acreditar que Papai Noel existe sim e me deu de presente as pessoas mais lindas do mundo. O resto é apenas festa. 

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