sábado, 4 de fevereiro de 2012

É domingo.

Hoje é domingo e eu prometo não reclamar do sol quente e do telefone que não para de tocar. E por nada nessa vida, vou ligar a TV e esperar a vida passar junto com todas as atrações imperdíveis dos canais abertos. No domingo tenho ainda mais preguiça dos descontos, de lojas cheias, cinema com fila e casais que desfilam de mãos dadas pelos corredores dos shoppings, porque é só o que resta para fazer. Preguiça. 

Domingo é dia de ser leve, pelo menos para mim. É dia de pegar leve na dieta, na cobrança, nas preocupações. A segunda-feira existe para isso. Se preocupe, se desgaste, se canse na segunda. Domingo é dia de levar tudo menos a sério, acordar tarde, almoçar duas vezes e refletir sobre as desimportâncias da vida. Porque, cá entre nós, tem muita coisa desimportante supervalorizada por aí. Não seja uma pessoa que vai ao almoço de domingo em família e conversa mexendo no celular, que sorri sem mostrar os dentes e que nunca abraça ninguém e nem toma sorvete, pois está em um novo projeto verão. Pegue leve, é domingo. 

A simplicidade de um dia despretensioso como o domingo é o que me encanta. Velhinhos que passam o dia, sentados na calçada, só observando os carros e tomando um ventinho leve, representam a sensibilidade deste dia. O cachorro na pracinha, a criança de bicicleta, os amigos reunidos, sorrisos, beijos e abraços. Aproveite o gancho e dê um stop na vida. Eu sei que tudo isso é uma versão poética de um dia comum. Embora eu ainda acredite que o domingo tem a cara que você quiser.
Source, image: weheartit.com


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