sábado, 4 de julho de 2015

Da arte ou da vida.

Um passo para trás. Dois, três, quantos forem necessários. Às vezes, a gente precisa olhar a pintura de longe para entender melhor o que ela significa. De vez em quando, precisamos olhar o problema com a cabeça mais fria para encontrar a solução. Quase sempre, precisamos ter fé que no futuro as coisas vão se encaixar, quase que milagrosamente. 

Se a gente olhar a obra de muito perto, corremos o risco de não ver a sua grandiosidade. Ficamos apegados aos detalhes da vida: contas que precisamos pagar, discussões mal resolvidas, intermináveis listas de coisas a fazer. Nunca sobra tempo pra apreciar um pôr do sol. Nunca é possível dormir até mais tarde. Não estamos interessados na vida dos nossos amigos, da nossa família, porque a nossa vida já é complicada demais. Não fazemos grandes planos pro futuro, porque ele vai chegar de qualquer forma. 

Precisamos parar para apreciar a vida. Dar um passo para trás para poder enxergar que a preocupação não leva a nada, que as contas, sejam elas pagas ou não, estarão sempre lá, mas as pessoas que a gente ama, talvez amanhã não estejam mais. 

E se você ousar se afastar um pouquinho mais, vai perceber que no fim, nada é por acaso, nenhuma cor, nenhuma dor, nenhuma cicatriz. Vai perceber que no plano geral, todos os pontos se conectam, todas as linhas se encaixam. Você precisa é ter coragem de abrir mão das coisas certas. De cuidar muito bem dos caminhos pelos quais seus pés irão avançar. E pelo que vale a pena recuar. 

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