Acho lindo como todo mundo fica bonzinho, positivista e educado nas festas de fim de ano. As pessoas acreditam em mensagens positivas e propagam seus votos de esperança, na esperança de que o próximo ano seja melhor. Sorrisos e abraços, nos fazem iguais, tanto nas expectativas quanto na sensação de exagero pleno e conjunto. E depois da meia noite? O que acontece? O que muda de fato? As pessoas se reunem, fazem suas simpatias, apelos, listas de planos para 2012, orações para que o mundo não acabe. Se reunem aos bandos em festas caras, chegam a praia após três horas de engarrafamento, viajam com a família e os amigos, na tentativa de emanar energias positivas esperando muito do ano que se inicia. O vazio de cada um é preenchido com espumante, penteados exuberantes, roupas brancas e felicidades projetadas. Minutos antes da virada, todos se abraçam, fazendo cara de esperança e compaixão com o próximo, se lembram de cada item que esperam que 2012 realize e querem que cada desejo seja uma profecia que se cumpra. E no dia primeiro, o que fazemos com isso tudo? Esquecemos. Esquecemos as boas intenções para com o próximo no primeiro engarrafamento do trânsito, esquecemos nosso espírito da ajuda-ao-próximo assim que chega o IPTU, esquecemos as promessas que tanto juramos cumprir esse ano. O mundo continua o mesmo, seja no dia da virada, no quinto dia útil ou no dia quinze. Nada muda. Alguns problemas vem, outros vão, nossa rotina pode mudar, ou continuar a mesma. Tudo isso, depende de você. Depende de nós. Para fazer um ano feliz é preciso que as expectativas e a força de torná-las reais, venham não do calendário, mas de dentro de nós. Não é preciso simpatia, roupa branca, viagens, espumante, felicidade de plástico, nada disso. O que precisamos é fazer votos pela humanidade, por aqueles que gostamos, abraçar uma causa, querer, realizar e acima de tudo, fazer um ano feliz.
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| Source, image: weheartit.com |

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