segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

De segunda


Se eu pudesse definir em uma palavra: balada cheia, roupa com brilho durante o dia, gente ignorante, preconceito, gente que se acha esperta e faz as coisas por baixo dos panos, gente que encontra o amor da vida pelo menos uma vez a cada três meses, gente que acha que a look do dia é mais importante que o sorriso, gente que não resolve os próprios problemas e se faz de vítima, falsidade, música de escola de samba, areia no sapato, sms não respondida, gente que guarda mágoa, reclamação e sentimento, gente que conta calorias até da bala, que morre de medo de gordura trans e se acaba no churrasco, obsessão com o passado, gente que não sabe dar valor ao que tem e acha a grama do vizinho mais verde e a mulher do andar de cima mais gostosa, gente que tem medo de compromisso, de dizer que gosta e de dizer não, gente que não fala oi para o vizinho, crítica, refrigerante quente, desatenção, felicidade efusiva, mocinhas com suas saias e blusas justas de meio metro, com unhas decoradas que vendem respeito, falta de humor e aquela velha história de se a vida te der um limão faça uma limonada, essa palavra seria preguiça. 



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