Se eu pudesse definir em uma palavra: balada cheia, roupa com brilho
durante o dia, gente ignorante, preconceito, gente que se acha esperta e faz as
coisas por baixo dos panos, gente que encontra o amor da vida pelo menos uma
vez a cada três meses, gente que acha que a look do dia é mais importante que o
sorriso, gente que não resolve os próprios problemas e se faz de vítima, falsidade,
música de escola de samba, areia no sapato, sms não respondida, gente que
guarda mágoa, reclamação e sentimento, gente que conta calorias até da bala, que
morre de medo de gordura trans e se acaba no churrasco, obsessão com o passado,
gente que não sabe dar valor ao que tem e acha a grama do vizinho mais verde e
a mulher do andar de cima mais gostosa, gente que tem medo de compromisso, de
dizer que gosta e de dizer não, gente que não fala oi para o vizinho, crítica,
refrigerante quente, desatenção, felicidade efusiva, mocinhas com suas saias e
blusas justas de meio metro, com unhas decoradas que vendem respeito, falta de
humor e aquela velha história de se a vida te der um limão faça uma limonada,
essa palavra seria preguiça.

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