Venha cá, me dê azul suficiente
para encher a manhã de tranquilidade. E me dê também um sol, daqueles bem
imponentes, que ao meio dia espanta qualquer sombra. Aquele ventinho gostoso,
que faz a gente fechar os olhos e abrir aquele sorriso, ainda tem? Traga para
cá, também. Quero muitas cores, mas não aquelas que são caras. Quero um abraço,
daqueles que fazem a gente acreditar que nada machuca e tudo é bonito. Quero
mais Deus também. Com fé, afeto e toda sorte de bênção que a vida quiser me
dar, ou que talvez eu mereça. Quero andar com os pés no chão e o pensamento
longe, longe. E na simplicidade de um arroz e feijão, encontrar aquilo que nos
sorri todos os dias: a sorte. Quero sair por aí, com música nos ouvidos e
alegria no coração. Que mal há em passar a tarde toda ouvindo o tocar de um
violão e deixar que a música entre pelos poros e saia por aí colorindo esse
mundão de Deus? Eu quero esperança, hoje. Do amanhã não sabemos ao certo qual
será a nota. Mas tome nota aí: colorir a vida faz um bem danado. E
tem um monte de coisa só esperando você abrir os braços para acontecer.
Ah, e pode colocar tudo junto, por
favor. Acha que não cabe? Cabe sim. A questão não é aprender a carregar os
pesos da vida, mas sim perceber com o que vale a pena gastar sua leveza. O
senhor pega para mim aqueles sorrisos ali do canto, também?
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