Mais da metade da população
brasileira, nunca ouviu falar naquele lugar que se transformou em uma grande tragédia.
Mas o mundo inteiro ficou consternado, abatido, estarrecido. Era o tipo de
coisa que poderia ter acontecido no Acre, no Ceará, ou aqui mesmo, onde eu moro.
O que era para ser diversão terminou em tristeza. Perdemos jovens, perdemos
sonhos, perdemos futuros brilhantes.
Quantas mães perderam seus
filhos? Quantos pais choraram pelos filhos dos outros?
Namorados que dividiam o almoço e
muitos planos, agora não mais o farão. Diplomas de pessoas que batalharam uma
vida e que tinham a vida inteira pela frente. Amigos que compartilhavam suas
vidas, suas histórias e fotografias. Me diz, o que ficou? Pois eu lhe digo: a
saudade.
E se pudéssemos definir em uma
palavra todo o acontecido, esta palavra seria: irreparável. Irreparável a perda
de tantos jovens. Irreparável o sentimento de impotência de tantas famílias.
Irreparável a postura dos seguranças, como disseram as testemunhas. Irreparável
os 231 futuros que deixaram de existir em poucos minutos.
O que fica de toda essa tragédia
são as atitudes das pessoas que choraram junto. Gente que se emocionou, se fez
voluntário, deixou sua vida para tentar amenizar uma dor, que todo mundo sabe,
que é irremediável.
A nós, cabem duas coisas: a
primeira é estar atento. Ficaram, até agora, 231 lições dessa tragédia.
Estejamos atentos a nossa própria vida, aos lugares que frequentamos e a nossa
própria sorte. E a segunda é rezar. Rezar para que a justiça seja colocada em
prática e que este não se torne mais um caso arquivado. Rezar pedindo pelos que
se foram. Que eles encontrem alento, compreensão e muita luz. Rezar para que
tantos jovens consigam conviver com a saudade dos seus amigos.
E, principalmente, o que nos resta
é rezar para que os feridos consigam voltar à vida e para que aqueles que
perderam seus entes queridos consigam sobreviver.
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| image,source: littlemonsters.com |

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