quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

See.

Quando ciclos se encerram, você sabe que é hora de seguir em frente. Os últimos tempos foram de muito trabalho, muito aprendizado, muito autocontrole e ainda mais experiências.  O que sobra de tudo o que a gente passa é o que chamamos de aprendizado. E não é fácil. De todos os desafios, o nosso maior, são os nossos demônios interiores. E alguns outros, que tem pernas e saem andando por aí. Mas de todo aprendizado, o maior e mais fantástico deles, foi o fato de eu descobrir, mais uma vez, que tudo é uma questão de perspectiva. Não dá para desistir do trabalho, só porque a carga é pesada. Não dá para desistir de chegar aos lugares, porque o trânsito não anda. Não dá para desistir das pessoas, porque uma delas foi ingrata. Não dá para desistir de enfrentar a vida, quando se tem 21 anos. E a cada dia, analisando as minhas próprias perspectivas, descubro um mundo novo no cotidiano das vistas opacas, me encho de esperanças e encaro o que tiver pela frente. Aprendo muito com os acontecimentos, experiências, observações e principalmente com as pessoas.  Hoje, posso dizer que vivi a melhor e a pior fase, dos últimos tempos. A pior, sob a perspectiva da amplitude de problemas e dificuldades, em várias áreas, que eu achei que não fosse capaz de superar, mas sim. A gente sempre se supera. E a melhor, sob a perspectiva, de que eu vivi momentos impagáveis, com pessoas de todas as classes, cores, credos e idades, ao longo dos últimos dias. Descobri um amor por pessoas desconhecidas que eu nunca pensei existir, um amor pela humanidade que vai além do que é explicável. Drummond, uma vez disse que “Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores.”, eu concordo. Meu coração não aguenta metade das minhas dores. Mas cabe um amor maior que eu.

image, source: weheartit.com

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